Quando falamos em tratamentos para emagrecer, é comum pensar apenas em dietas restritas ou treinos exaustivos. Mas, na prática clínica, o processo de emagrecimento é muito mais amplo, estratégico e individualizado.
No consultório, vejo diariamente como fatores hormonais, emocionais, metabólicos e comportamentais influenciam diretamente na perda de peso. E é por isso que o acompanhamento profissional faz tanta diferença.
A seguir, você vai entender os principais caminhos utilizados atualmente no tratamento da obesidade e como combinamos essas abordagens para garantir resultados sustentáveis.
Mudanças no estilo de vida: o ponto de partida essencial
Independentemente do método escolhido, nenhuma estratégia funciona plenamente sem ajustes no estilo de vida. Isso inclui alimentação, movimento, sono e saúde emocional.
Em um programa de emagrecimento, é importante que o paciente receba:
- dietas personalizadas, escolhidas conforme o metabolismo e os objetivos;
- bioimpedância avançada para acompanhar não apenas o peso, mas gordura corporal, massa magra e marcadores metabólicos;
- suporte de uma equipe multidisciplinar, com nutricionistas, educadores físicos e acompanhamento psicológico para compulsão alimentar;
- controle de comorbidades associadas, como diabetes, hipertensão e gordura no fígado.
Essas mudanças são a base para qualquer resultado duradouro e, para muitos pacientes, só elas já trazem uma perda de peso significativa.
Medicamentos: quando o estilo de vida não é suficiente
Muitas pessoas têm dificuldade em emagrecer mesmo com dieta e exercício. Isso acontece porque, em muitos casos, existe um componente metabólico, hormonal ou neurológico que dificulta o processo. Para esses pacientes, os tratamentos medicamentosos podem ser decisivos.
Hoje, contamos com opções altamente eficazes, como:
- agonistas de GLP-1, incluindo semaglutida (como Wegovy e Ozempic), que reduzem o apetite e aumentam a saciedade;
- Tirzepatida (como o Mounjaro), um dos tratamentos mais modernos, atuando sobre dois hormônios (GLP-1 e GIP) com grande eficácia clínica;
- Contrave (naltrexona + bupropiona), excelente para pacientes com compulsão alimentar;
- medicamentos complementares como fentermina / topiramato e orlistat, aplicados conforme cada perfil.
Todos são prescritos de forma personalizada após avaliação clínica, com monitoramento contínuo da função hormonal, composição corporal e possíveis efeitos colaterais.
Medicina endocanabinoide: apoio adicional quando necessário
De forma integrada e criteriosa, também podemos utilizar a medicina endocanabinoide, especialmente em pacientes que sofrem com:
- compulsão alimentar;
- ansiedade;
- distúrbios do sono;
- dores crônicas.
O equilíbrio do Sistema Endocanabinoide pode melhorar o controle emocional e reduzir os gatilhos alimentares. Mas ele vem sempre como terapia complementar, nunca substituindo as abordagens tradicionais.
Cirurgia bariátrica: importante, mas não para todos
Embora a cirurgia bariátrica seja uma opção válida para casos específicos de obesidade grave, ela não é a única solução.
Hoje, graças aos avanços dos medicamentos e dos protocolos personalizados, muitos pacientes conseguem resultados expressivos sem recorrer ao procedimento. A decisão é sempre conjunta, baseada em critérios clínicos, metas e histórico de saúde.
Não existe um tratamento único que funcione para todos, mas sim aquele certo para cada pessoa. Quando combinamos mudanças estruturadas de estilo de vida, medicamentos modernos e acompanhamento contínuo, os resultados se tornam consistentes e sustentáveis.
Agora que você já conhece alguns dos tratamentos para emagrecer, é importante entender qual é o melhor para o seu caso.
Agende sua consulta e vamos juntos buscar a melhor estratégia!



