Tratamentos para emagrecer: quais são os principais?

Os tratamentos para emagrecer começam com dietas e treinos, mas podem envolver muitas outras abordagens. Confira as principais!

Quando falamos em tratamentos para emagrecer, é comum pensar apenas em dietas restritas ou treinos exaustivos. Mas, na prática clínica, o processo de emagrecimento é muito mais amplo, estratégico e individualizado.

No consultório, vejo diariamente como fatores hormonais, emocionais, metabólicos e comportamentais influenciam diretamente na perda de peso. E é por isso que o acompanhamento profissional faz tanta diferença.

A seguir, você vai entender os principais caminhos utilizados atualmente no tratamento da obesidade e como combinamos essas abordagens para garantir resultados sustentáveis.

Mudanças no estilo de vida: o ponto de partida essencial

Independentemente do método escolhido, nenhuma estratégia funciona plenamente sem ajustes no estilo de vida. Isso inclui alimentação, movimento, sono e saúde emocional.

Em um programa de emagrecimento, é importante que o paciente receba:

  • dietas personalizadas, escolhidas conforme o metabolismo e os objetivos;
  • bioimpedância avançada para acompanhar não apenas o peso, mas gordura corporal, massa magra e marcadores metabólicos;
  • suporte de uma equipe multidisciplinar, com nutricionistas, educadores físicos e acompanhamento psicológico para compulsão alimentar;
  • controle de comorbidades associadas, como diabetes, hipertensão e gordura no fígado.

Essas mudanças são a base para qualquer resultado duradouro e, para muitos pacientes, só elas já trazem uma perda de peso significativa.

Medicamentos: quando o estilo de vida não é suficiente

Muitas pessoas têm dificuldade em emagrecer mesmo com dieta e exercício. Isso acontece porque, em muitos casos, existe um componente metabólico, hormonal ou neurológico que dificulta o processo. Para esses pacientes, os tratamentos medicamentosos podem ser decisivos.

Hoje, contamos com opções altamente eficazes, como:

  • agonistas de GLP-1, incluindo semaglutida (como Wegovy e Ozempic), que reduzem o apetite e aumentam a saciedade;
  • Tirzepatida (como o Mounjaro), um dos tratamentos mais modernos, atuando sobre dois hormônios (GLP-1 e GIP) com grande eficácia clínica;
  • Contrave (naltrexona + bupropiona), excelente para pacientes com compulsão alimentar;
  • medicamentos complementares como fentermina / topiramato e orlistat, aplicados conforme cada perfil.

Todos são prescritos de forma personalizada após avaliação clínica, com monitoramento contínuo da função hormonal, composição corporal e possíveis efeitos colaterais.

Medicina endocanabinoide: apoio adicional quando necessário

De forma integrada e criteriosa, também podemos utilizar a medicina endocanabinoide, especialmente em pacientes que sofrem com:

  • compulsão alimentar;
  • ansiedade;
  • distúrbios do sono;
  • dores crônicas.

O equilíbrio do Sistema Endocanabinoide pode melhorar o controle emocional e reduzir os gatilhos alimentares. Mas ele vem sempre como terapia complementar, nunca substituindo as abordagens tradicionais.

Cirurgia bariátrica: importante, mas não para todos

Embora a cirurgia bariátrica seja uma opção válida para casos específicos de obesidade grave, ela não é a única solução.

Hoje, graças aos avanços dos medicamentos e dos protocolos personalizados, muitos pacientes conseguem resultados expressivos sem recorrer ao procedimento. A decisão é sempre conjunta, baseada em critérios clínicos, metas e histórico de saúde.

Não existe um tratamento único que funcione para todos, mas sim aquele certo para cada pessoa. Quando combinamos mudanças estruturadas de estilo de vida, medicamentos modernos e acompanhamento contínuo, os resultados se tornam consistentes e sustentáveis.

Agora que você já conhece alguns dos tratamentos para emagrecer, é importante entender qual é o melhor para o seu caso.

Agende sua consulta e vamos juntos buscar a melhor estratégia!

Compartilhe:

Facebook
Twitter
Pinterest

Posts relacionados